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Apaixonei-me por cuidar, semear e plantar..


Aproveitei as férias da faculdade (é verdade, voltei pra sala de aula) para fazer um curso de agricultura biodinâmica. Foram três semanas que me permitiram amadurecer o amor que eu tinha pela terra e pelos seus frutos. A minha visão, antes mais contemplativa, hoje é também mais crítica, ampla e consciente. Antes eu apenas sabia, mas agora sei e sinto. Sinto que a terra é um organismo vivo graças as experiências práticas, aliadas as leituras e pesquisas dos últimos dias. Sim, botar a mão na massa fez toda a diferença. Apaixonei-me por mexer, revolver, cuidar, semear, plantar e interagir tentando enxergar o que lia e cada vez mais entendendo e respeitando o movimento da vida. Penso holisticamente e sei que tudo isto também é parte de mim.


Há dois dias, quando percebi que a lua estava crescente bem baixa no céu e muito próximo dela havia um planeta que imaginei ser Vênus, sorri encantada ao lembrar a imbricação dos fenómenos. Outrora esta visão tão bela e mágica me emocionaria e encheria meu coração de gratidão ao Criador. Agora além disso, percebo as conexões, os significados e a influência na minha interação com a terra. Eles me dizem se é tempo de semear, plantar, adubar, podar. Se é tempo de cuidar de planta, de fruto ou de tubérculo.


Como está dito em Eclesiastes, há tempo de plantar e tempo de colher. Agora respeito e observo mais este tempo. Não o meu tempo, mas o tempo da natureza, o tempo de Deus. Por isso, esta semana coloquei para germinar inhame, batata-doce e gengibre. Voltei a semear o maracujá obedecendo ao ciclo da lua propício. E espero o momento certo para aplicar o meu preparado de urtigas.


Sou uma aprendiz curiosa e encantada com as minhas descobertas. Ainda ontem pela manhã retirava a erva do pomar curiosa com cada bichinho que descobria tentando imaginar o seu nome e o seu papel nesta delicada microbiota e mesmo com as próprias ervas. Ninguém estava ali por acaso. Quanta coisa ainda preciso aprender! Confortava-me o trabalho de agregar matéria rica, restos de folhas, madeiras apodrecidas retiradas do bosque vizinho (sim, eu e Almiro passamos uma tarde longa a recolher este material) para alimentar e proteger toda a terra do quintal. De alguma forma eu sabia que estava colocando nutriente e proteção, depois de ter remexido e provocando tanto rebuliço naquele universo. Sim eu podia ver o alvoroço dentre as folhagens, pedras e terra…aranhinhas, minhocas, besouros e outros bichinhos... E os carocóis? Para onde será que vão quando abandonam suas carapaças? As topeiras? Não as vejo, mas sigo seus rastros por baixo da terra.


A primavera ainda não chegou mas a natureza já exibe sinais de mudança. Vou festejando as descobertas. Afinal a folhas começam a aparecer nas roseiras. Descobri uma flor aqui e acolá nos morangueiros nascidos sob a sombra de uma laranjeira. Misturado no meio da erva, as folhinhas verdes e perfumadas da hortelã começam a aparecer. Darão chás deliciosos!


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