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Excesso de peso pode causar esofagite


A obesidade é uma das causas da esofagite. Isto por que o excesso de peso, aumenta a pressão abdominal, causa compressão das vísceras e o enfraquecimento da válvula que separa o esófago do estômago. Com isso o liquido gástrico reflui provocando desconforto, azia, regurgitação...


Como o pH do estômago é muito mais ácido que o do esófago, o constante refluir do ácido estomacal agride a mucosa esofágica e acaba por gerar uma inflamação. É o que chamamos de esofagite por refluxo gástrico.


O álcool, cigarro, o uso prolongado de medicamentos como corticóides e os anti-inflamatórios, infecções por fungos e vírus, sistema imunológico deprimido, uma alimentação inadequada e hérnia de hiato são outros fatores que também podem causar uma esofagite.



Quais os riscos da esofagite?



O problema maior da esofagite não é a chatice do refluxo, mas as consequências da agressão as células do esófago. É que na tentativa de se proteger, as células do tecido afetado vão sofrer mutações no seu DNA. Quando isso acontece, a pessoa já não tem só uma esofagite, mas uma doença chamada Esófago de Barret ou Síndrome de Barret. E a partir daí, precisa ser acompanhada periodicamente para deteção precoce de células pré-cancerosas que pode evoluir para um tumor maligno (adenocarcinoma do esófago)


Por conta do refluxo muitos acabam se auto medicando e usando fármacos que inibem a produção de ácido clorídico pelo estômago. Mas será que esta seria a melhor solução? Infelizmente não, pois os efeitos colaterais advindos de uma toma diária prologanda não são favoráveis.



Tem refluxo? Sabe os riscos da automedicação?



Em março deste ano (2017), a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), em Portugal, iniciou uma campanha para alertar médicos e utentes sobre os perigos do uso prolongado de medicamento para refluxo. O alerta centrou-se nos Inibidores da Bomba de Protões, categoria de fármaco cujo representante mais famoso e mais usado no país é o Omeprazol. Isto por que o aumento expressivo nas vendas de Omeprazol em 2016, chamou a atenção do Infarmed. Foram nada menos que sete milhões de embalagens, 30% a mais que no ano anterior. Atenção: o uso do Omeprazol não deve ser prolongado para além dos 14 dias nos casos agudos, alerta o Infarmed





Que problemas posso ter ao tomar IBP?

Os Inibidores da Bomba de Protões (IBP)– omeprazol, pantoprazol, lanzoprazol, rabeprazol, esomeprazol e tenatoprazol, etc– suprimem a secreção de ácido gástrico. É importante que você saiba que o ácido gastrico, liberado pelo estômago, cumpre um papel muito importante.

Primeiro, o acido gástrico forma uma barreira química que elimina os agentes patogênicos que chegam ao estômago. Sem esta proteção, as pessoas ficam mais vulneráveis a infecções como por exemplo, uma pneumonia bacteriana.


Segundo, ao inibir o ácido, chamado de ácido clorídrico, outras substancias importantes, são inibidas. Uma delas é a pepsina que serve para quebrar as proteínas que você comeu na refeição. Acontece que esta enzima só é ativada na presença de ácido clorídrico e só atua em um meio ácido.


Sabe aquela sensação de enfartamento? Um dos motivos por que isto acontece é por conta do alimento, não digerido por falta de enzimas, demorar mais tempo do que deveria no estômago. E com isso, ele acaba fermentando e reflui... Muitas vezes, as pessoas pensam que tem acidez demais e, na maioria dos casos, o que acontece é a deficiência de ácido clorídrico.


Muitos recorrem a anti-ácidos, como os Inibidores da Bomba de Protões, para acabar com a sensação de enfartamento, com a azia e o refluxo, tratando apenas sintomas e não a causa. Como vimos, talvez seja necessário estimular a produção de ácido clorídrico para melhorar a digestão ao invés de inibi-lo com medicamento.





Por que a anemia e a demência estão associadas a falta de ácido clorídico?



Inibir a produção de ácido clóridrico pode desencadear outros problemas mais sérios como a anemia por deficiência de Vitamina B12, essencial para a formação, integridade e maturação das células vermelhas do sangue.


Mas qual é a relação entre B12 e ácido clorídrico? É que ao inibir o ácido, inibimos o fator intríseco, uma glicoproteína indispensável para fixação e absorção da Vitamina B12, através da dieta. Isto por ambos, ácido cloridrico e fator intriseco, são secretados pelas mesmas células estomacais, as parietais.


A B12 também é fundamental para o sistema nervoso. A carência de B12 mimetiza sintomas parecidos com outras doenças como Parkison, Alzheimer e depressão podendo levar inclusive, a erro de diagnósticos especialmente nas pessoas idosas sobretudo se fizerem uso continuado de IBP como "protetor gástrico".


A deficiencia de B12 pode apresentar sintomas como falhas de memória, falta de concentração, tremores, formigamento, falta de coordenação, demencia, psicose, desorientação no tempo e no espaço entre outros. Estudos demonstram que as alterações neurológicas podem preceder a anemia. Por isso nem sempre o exame de sangue é o melhor sinalizador para despiste.



Já que ter refluxo não é nada bom e tratá-lo de forma indevida causa tantos danos, qual seria, então a solução? Na maioria das vezes é tão simples como mudar o estilo de vida: perder peso, deixar de fumar, diminuir o consumo de álcool, praticar exercícios e abandonar alguns hábitos alimentares.


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