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Vencer o cancro: a história de superação da enfermeira Anabela Sampaio

Aos 49 anos, ela recebeu o diagnóstico de cancro de mama. Teve que se submeter a uma mastectomia total e a terapeutica oncológica prescrita, mas não parou por aí. Mergulhou fundo no tema cancro buscando formas de gerir a doença e ter mais qualidade de vida. Adotou uma alimentação anti-cancro, intensificou os exercícios físicos e buscou maior auto-controle emocional. Ao invés de revolta, conta que sentiu profunda compaixão por outros doentes na sua condição. Para ajudar mulheres com cancro, encorajá-las e contar a sua experiência decidiu criar um canal no youtube. Na entrevista que se segue a enfermeira, Anabela Sampaio, de Viseu, conta-nos um pouco da sua história:


Como e quando você descobriu a doença?

Anabela Sampaio (AS): Foi há pouco mais de um ano. Eu não tinha sintomas nenhum. Minha médica de família, que é minha amiga, insistiu para que eu fizesse um rastreio. Através da ecografia descobri que eu tinha um nódulo pequenino na mama esquerda. Fizemos a biopsia e dez dias depois, recebi o diagnóstico de cancro.


Como foi receber o diagnóstico?

AS: O período de espera é dos mais difíceis. Foram dias em que eu andava entre dois pólos. Ora eu estava otimista e pensava que ia correr tudo bem, ora, estava muito em baixa e pensava que a minha vida estava terminada e que eu teria de passar por momentos muito dolorosos. Eu achava que não seria capaz de passar pelo processo.


E a família como recebeu o resultado?

AS: É difícil para uma mãe de família chegar para o marido e filhos e dizer: eu tenho cancro. Como eu tinha uma vaga esperança de que o resultado da biopsia fosse negativo, passei pela primeira fase sozinha. Mas assim que recebi o resultado, contei ao meu marido e desde o primeiro momento, ele deu-me apoio incondicional. Quanto aos meus filhos, foi doloroso ter que lhes comunicar a situação. Eles moram fora e vinham para a casa pela altura do Natal, então eu e meu marido decidimos contar depois das festividades. Mas logo que souberam também me deram todo apoio.

"Meu marido me apoiou incondicionalmente".



É importante buscar apoio?

AS: O cancro é uma doença muito emocional que perturba toda a nossa vida. Parece que morremos no momento em que sabemos do diagnóstico. Temos uma sensação de falha, de perda. Por isso é muito importante contar com o apoio da família e dos amigos e até mesmo de grupos nas redes sociais. Este apoio é o que nos torna mais forte.


Qual foi o tratamento indicado para si?

AS: Eu não precisei fazer radioterapia nem quimioterapia, mas fiz uma mastectomia. Ou seja, eu tive que retirar a mama.


Como foi saber que ia retirar a mama?

AS: Foi um dia de libertação, pois a sensação que eu tinha, não era que o tumor estava dentro de mim, mas que eu vivia, enclausurada, dentro dele. Além disso, tive uma equipa médica e de enfermagem fantástica que me acompanhou e me explicou tudo. Digo que fui muito preparada e apoiada emocionalmente para a cirurgia. E graças a Deus foi feita uma reconstrução da mama de imediato.


AS: Por que a decisão de ter um canal no youtube?

Durante o diagnóstico e tratamento eu tive pessoas que não me conheciam mas que me ligaram para partilhar sua experiência, falar da dor ao receber o diagnóstico, do medo do tratamento e da morte. Penso que através do youtube posso partilhar minha experiência compartilhar o que aprendi e aquilo que faço para manter o cancro em remissão. Por isso, se você tem cancro inscreva-se no meu canal Voluntária a Força, envie perguntas se tiver dúvidas e eu responderei.


Por que escolheste o nome “Voluntária à Força” para o teu canal no Youtube?

AS: O nome pode parecer estranho, mas é assim que eu me sinto desde quando recebi o diagnóstico de cancro. O primeiro pensamento que eu tive quando soube foi de que eu estava sendo puxada para uma situação que eu não queria. Então pensei: - Deus, eu não queria estar nesta situação mas não tenho como fugir dela. Sou uma voluntária a força.


Em algum momento, você chegou a questionar “por que eu”?

AS: Meu tumor foi descoberto numa fase inicial da doença e vejo isso como uma bênção de Deus na minha vida, pois sabemos que o tempo do diagnóstico é fundamental no processo de tratamento e cura do cancro. Por isso não me senti em nenhum momento revoltada. Sinto que Deus deu-me uma perspetiva de compaixão pelas pessoas que também tinham cancro e três semanas depois da cirurgia eu comecei a visitar mulheres com o mesmo tipo de doença. É uma bênção podermos partilhar a nossa experiência e o amor de Deus nas nossas vidas.


A parte emocional e espiritual, é importante na gestão da doença?

AS: Penso que é fundamental. Primeiro a minha vida espiritual ajudou-me muito. Eu creio em Jesus Cristo, e saber que o seu sangue tem poder, alimenta a minha fé e me faz creditar na possibilidade de um futuro sem a doença. Outro ponto importante, a vida familiar estável, o apoio do meu marido contribuiu muito. Além disso, o fato de eu ter me tornando um agente ativo neste processo, ter buscado o apoio da medicina natural (Dr. Almiro Ferreira, do Centro Internacional de Medicina Natural). Mudar a minha alimentação me tornou emocionalmente mais forte. Eu sei que tenho poder sobre meu corpo e que desempenho um papel ativo e que isto contribui para a remissão da doença. Isso diz respeito as escolhas que faço em termo de comida, de exercícios. E não só: se deixo a ansiedade das pessoas me afetar, se absorvo o lixo emocional do outro ou não. Tudo isso é importante no controle das emoções. Em todas as dimensões da minha vida, não estou a espera que os outros decidam por mim. Na dimensão emocional não é diferente ao ponto que, muitas vezes, até me esqueço que tenho cancro.


O que mudou na sua vida?

AS: A alimentação acredito que tenha sido a maior mudança. Eu não como quase nada de hidratos de carbono e carne animal. Tenho uma alimentação muito saudável que não inclui produtos industrializados nem mesmo pães, glúten, arroz, leite. Como muitos legumes orgânicos, gorduras boas como abacate, óleo de coco, azeite de oliva de boa qualidade e uso fermentados como Kefir de água, a Kombucha e o Rejuvelac. E com esta alimentação que parece, mas só parece, “fraca” eu ganhei em pouquíssimo tempo 4,5 de massa muscular.



E os exercícios físicos, por que decidiu intensificar?

As pesquisas demonstram que o exercício físico é muito importante no cancro e deve ser feito mesmo por quem está fazendo quimioterapia. Eu sempre me cuidei, mas agora eu faço exercícios de musculação mais intensos, com o acompanhamento de um personal trainer e isso foi fundamental para minha recuperação. Só para dizer que depois da cirurgia, devido a falta de mobilidade, eu tinha 2,5 cm de diferença entre a coxa esquerda e a direita e meu braço esquerdo tinha 1,5 cm menos que o direito. Com o treinamento, recuperei não só a massa muscular, mas também a funcionalidade. No braço esquerdo, lado da mastectomia, tenho pouca limitação, graças aos exercícios físicos.


Que conselho daria para uma pessoa que recebeu o diagnóstico de cancro ou acompanha uma familiar com a doença?

AS: Antes de tudo, devem buscar o máximo de informação, pois o cancro é uma doença grave. Ninguém quer morrer antes do tempo e por isso não vale a pena enfiar a cabeça na terra como avestruz, pois se não tivermos esclarecidos será difícil tomar decisões. É verdade que podemos ser invadidos por informações não fiáveis, por isso devemos saber onde pesquisar e triar corretamente as informações.

Você se considera curada?

AS: Por tudo que eu já estudei sobre o assunto, posso dizer que, neste momento, o cancro está em remissão. Eu creio que o meu estilo de vida, o que eu como e o que eu faço, meu bem-estar espiritual e meu equilíbrio emocional contribui para me manter saudável. Penso que isso é o mais importante.



Serviço:

Centro Internacional de Medicina Natural - Vale de Cambra - Portugal

Medicina Chinesa- Osteopatia - Terapia Ortomolecular

Consultas presenciais e online.

+351 911-115-130

+351 256 027 721

almiro.ferreira@gmail.com

oliveira.cintia@gmail.com










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